sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

«Não passo de um andaime.» A. Caeiro


Pobres das flores nos canteiros dos jardins regulares.
Parecem ter medo da polícia...
Mas tão boas que florescem do mesmo modo
E têm o mesmo sorriso antigo
Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem
Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente
Para ver se elas falavam…

Alberto Caeiro, poema XXXIII de “O Guardador de Rebanhos”


"Resume-se numa coisa, aparentemente muito simples, a obra de Alberto Caeiro — a reconstrução do sentimento pagão." (Ricardo Reis)

"Repare-se: O extraordinário valor da obra do sr. A.C. está precisamente em ela ser obra de um místico materialista, de um abstracto que só trata das coisas concretas, dum ingénuo e simples que não pensa senão complexamente, dum poeta da Natureza que o é do espírito, dum poeta espontâneo cuja espontaneidade é o produto de uma reflexão profunda. No mero enunciado disto salta à inteligência a assombrosa originalidade do sr. A. Caeiro.” (F.Pessoa)

"Oiço ainda, na lembrança do meu coração, aquela voz plácida e fria - tão cheia contudo de todo o calor íntimo da realidade! - dizer-me, com a sua simplicidade de dentro: «Álvaro de Campos, eu creio no que tenho que aceitar.» E eu adopto a frase letra a letra. Creio na máquina porque tenho que a aceitar do mesmo modo que a árvore." (A. de Campos, sobre Caeiro)

«A Natureza é partes sem um todo» (A. Caeiro)

sábado, 23 de Agosto de 2014

Que plantar no jardim?

Passo a passo mas seguramente, vamo-nos apercebendo que estamos, de facto, a viver uma revolução.
De 250 em 250 anos costuma haver uma alteração estrutural das instituições, um refazer da sociedade quase desde os seus alicerces. Mas esses, a procura da dignidade humana, que não existe sem liberdade e que precisa da abundância, esses mantêm-se.
Cada um destes ciclos é precedido por uma descoberta, algo cujas consequências praticas são capazes de mudar o mundo. Desta vez foi o computador, criação dos anos 60 do século passado. Há 250 anos foi a máquina a vapor, há 500 anos foi a imprensa, há 750 anos foi o zero, os algarismos ditos árabes, de facto trazidos da Índia e ainda não descobri o que terá sido descoberto umas décadas antes do ano 1000, que viesse a caracterizar a Idade Media (seria a Geometria que permitiu a construção das catedrais góticas?). A colheita da Revolução Industrial, que ora finda, foi muito boa. Temos ciência e técnica para criar a abundância para todos.
E agora?
O que o computador nos trouxe foi acesso ao conhecimento. Esta revolução, muito provavelmente, será chamada a Revolução do Conhecimento.
O que quer dizer que a Revolução em curso se passa na mente, na mente de cada um de nós. Algo tem que morrer, algo que nos está a prejudicar -- e algo há de nascer, algo que nos liberte. As nossas mentes têm sido manipuladas pela propaganda, não falo apenas da sociedade de consumo mas da propaganda política e, até, “filosófica”. Há propaganda, cientificamente elaborada, criada por quem tem os meios financeiros para tal e com propósitos também eles financeiros mas que vão mais longe, que querem impor “verdades”, que nos querem ignorantes, dóceis, escravizados.
E a Revolução do Conhecimento é, em última analise, a consciência da Propaganda e a libertação dela.
Conscientes da propaganda, continuaremos a pensar e agir como nos manipulam ou mudamos o nosso pensar e os nossos actos e usamos os enormes avanços científicos e técnicos das últimas décadas para criar abundância, liberdade e dignidade para todos?
Que plantar? De novo industrias poluentes, objectos inuteis, empobrecimento, ou, desta vez, conhecimento que traga frutos, para todos?

domingo, 17 de Agosto de 2014

“Entre marido e mulher, não metas a colher"

Aquela mulher amava o marido, cuidava dele de acordo com os costumes e com carinho por cima, aceitava que o seu ordenado fosse para a educação dos filhos—mas não conseguia entender o direito à agressão. Na “caixa” (craniana?) do marido, ele tinha o direito de descarregar as suas frustrações, sob a forma de agressão, sobre a mulher. Fossem elas problemas no trabalho, “flirts” mal sucedidos, credores impacientes, sei lá!
Ela tinha simpatia natural para ouvir queixas, sabia descansá-lo mas não aceitava a agressão. E não estou a falar de porrada, que era rara, mas das milhentas formas de agressão que existem – e que são a consequência natural das frustrações, se a cultura em que se vive nos não der a obrigação de reprimir, nesse particular, as leis da psicologia e se acreditarmos nela sem reflexão.

Aquela mulher passou décadas a explicar ao marido a noção de respeito, os Direitos Humanos, por palavras dela. Debalde. A noção de que a mulher tenha os mesmos direitos que o homem é recente, não existe na maioria das culturas do mundo. Existe na maioria das leis por que elas se regem, pois quase todos os países assinaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos mas as sociedades regem-se pelo senso comum, não pelas suas leis.

Seguro do seu senso comum, sabedor de que é mesmo comum, o marido, se a ouvia, em momentos de desespero por maus tratos, evocar os Direitos Humanos, perdia as estribeiras. Eram os raros momentos das agressões físicas.
Aquela mulher, um dia, caiu na asneira de dizer que podia chamar a policia. Apanhou mesmo. A “deslealdade” foi considerada, pelo marido, como punível severamente. Em casa, porque “entre marido e mulher não metas a colher”.

Quando falo do “deficit democrático”, em Santo Tirso, em Portugal e no mundo, falo destas “caixas” culturais em que vive muita gente. É que essas caixas têm fechos por fora e por dentro. E é preciso abrir ambos, para libertar os encaixotados. É preciso que a sociedade queira e que eles queiram. Não acontece espontaneamente, não se caminha sentado.

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

A proposito da caixa

O Tribunal Constitucional confirmou o “carácter excepcional e transitório”, em vigor apenas até 2015, da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), que vai buscar às pensões dos reformados algum dinheiro para pagar os juros agiotas a que o artigo 123 do Tratado de Lisboa nos sujeita.
Como habitualmente, os jornais alinham as “alternativas” que o Sr. Passos Coelho tem para arranjar esse dinheiro, que sabia que não seria para sempre. Compadecem-se do pobre, que está numa situação difícil, mas não se lembram de sugerir um imposto sobre os lucros especulativos da alta finança ou sobre os ordenados dos senhores que dançam entre um lugar no governo ou numa grande empresa.
Costuma-se usar a expressão “pensar dentro da caixa” para quem não tem “abertura de espírito”, quem repete receitas sem ver tudo o que há para ver.

E como se chega a essa pobreza de espírito, como é possível tirar ao pensamento o seu carácter livre, sem o qual não é?
Creio que o medo é o que nos impede de pensar. O medo sugere-nos que façamos o que é costume, mesmo quando as situações são novas! Em vez de partirmos à procura da clareza, do entendimento, vamos à procura do que “se faz” na situação em que estivermos... e, curiosamente, o que é costume, o que é do “senso comum”, é o que interessa a um grupo privilegiado, senhor das artes de manipular, de sugerir “tabus”, fronteiras ao pensamento, senhor, desde há umas décadas, do marketing, que vende o pensamento pré-fabricado, em irresistíveis embalagens.

Não é apenas em Santo Tirso que a situação é nova, que já não há dinheiro para “obras” que (além do terço) rendam votos, nem mesmo para acudir às necessidades reais dos munícipes –é no mundo todo que esse instrumento, o dinheiro, está a ser aceleradamente aspirado por um sistema que tomou o freio nos dentes. Formalmente, “constitucionalmente”(!), a liberdade de pensamento existe. Somos livres de a usar ou de lhe fugir!
Suspeito que a geração dos reformados ainda saiba pensar!

sexta-feira, 8 de Agosto de 2014

"A minha Pátria é a Língua Portuguesa” (Bernardo Soares)

Deixo aqui, com a devida vénia, um excerto do texto “O Pescador do Peixe Palavra”, do escritor de literatura de cordel, o nordestino brasileiro Franklin Maxado, a proposito de Jose Rito, poeta e pescador da Murtosa, Ria de Aveiro
Murtosa. "Esses artistas dos pincéis das barcas moliceiras pareceram-me com os pintores de barcos saveiros do Recôncavo da Bahia"
"Antecedendo, há o poema “Acorda Portugal”: 
Nobre navegador/ que tanta terra amaste/ e tanta conquistaste./ Descobre-te agora a ti!/ Escreve novas rotas./ Conquista o teu destino/ e muda a tua sorte.

Por mim, descendente de lusitanos, pranteio sem lutos se ter tantos oceanos entre Portugal e Brasil, pois podíamos ser uma só Nação. Não choremos por isso porque poderíamos aumentar as ondas das águas salgadas que nos separam. E, sabemos transpô-las há séculos. E, num tempo de conquistas tecnológicas, vamos é desenvolver cordas, cascos, quilhas, asas, imãs, inventos e mecanismos quaisquer para virar a maré em marolas e nos unir num acordado imenso Portugal lusófono, pleno de projetos comuns e de ideais. Como nas idéias do religioso e mestiço Antonio Vieira.
E, amantes, que não nos deixemos tornar esgoto, lamaçal, pântano, alagadiço, charco, lodaçal, brejo ou qualquer outra imundícia duma Europa mais poderosa. Tenho dito. Aliás, digo, Rito.“ 

*Franklin Maxado é poeta e jornalista  e recentemente esteve declamando seus folhetos pelo Aveiro e Portugal. Escreveu este comentário  em Feira de Santana, em 2.014, numa das “noites  vazias de agosto” do seu Hino, quando em Portugal o sol  “tisna os trigais”.

quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

Um texto de Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros.

"Ah, é um erro doloroso e crasso aquela distinção que os revolucionários estabelecem entre burgueses e povo, ou fidalgos e povo, ou governantes e governados. A distinção é entre adaptados e inadaptados: o mais é literatura, e má literatura. O mendigo, se é adaptado, pode amanhã ser rei, porém perdeu com isso a virtude de ser mendigo. Passou a fronteira e perdeu a nacionalidade.
    Isto me consola neste escritório estreito, cujas janelas mal lavadas dão sobre uma rua sem alegria. Isto me consola, em o qual tenho por irmãos os criadores da consciência do mundo
(...)
De um lado estão os reis, com o seu prestígio, os imperadores, com a sua glória, os gênios, com a sua aura, os chefes do povo, com o seu domínio, as prostitutas, os profetas e os ricos... Do outro estamos nós -- o moço de fretes da esquina, o dramaturgo atabalhoado William Shakespeare, o barbeiro das anedotas, o mestre-escola John Milton, o marçano da tenda, o vadio Dante Alighieri, os que a morte esquece ou consagra, e a vida esqueceu sem consagrar."

domingo, 3 de Agosto de 2014

Pelo Seguro!

Tenho insistido na necessidade de tomarmos consciência de que vivemos num sistema que se chama, desde os antigos gregos, uma oligarquia. E talvez baste procurar os accionistas do BIS (Bank of International Settlements), em cuja página (site, ou “sitio", como dizem os brasileiros) no Internet, este banco, sediado na Suíça, anuncia ser o banco dos bancos centrais, para conhecer os oligarcas, os poucos que são, literalmente, donos do mundo, da industria de produção de moeda.
E tenho insistido em que estamos em tempos de mudança, pelo menos durante mais uma década, porque gostaria que, desta magna transformação, deste desabar do sistema mundial em que vivemos, nascesse uma democracia real –gostaria que ganhássemos uma consciência clara de que as nossas “democracias” são a roupagem que a oligarquia internacional usa, para ser atraente e ficar bem na fotografia. E conscientes do risco de perdermos o que resta dos Direitos Humanos, neste desabar do sistema, que acontece debaixo dos nossos olhos!
Também tenho falado dos fractais, em que o desenho do grande é análogo ao do pequeno, para ver analogias entre o sistema do mundo e o de um País, de uma Câmara ou de uma Junta de Freguesias.

Os primeiros-ministros, de todos os países, são, evidentemente, escolhidos pela oligarquia mas talvez tenhamos uma pequeníssima margem de liberdade. Neste momento, sendo provável que o P.S. ganhe as próximas eleições, depois de tão grande excesso de zelo do Sr. Passos Coelho em pagar atempadamente os juros aos oligarcas internacionais sem incomodar os nacionais, o marketing da oligarquia deixa-nos pensar que podemos escolher entre o Sr. Costa e o Sr. Seguro, para o lugar de lacaio da dita, lugar muito apetecido.
É esse o assunto com que nos distraem. O Sr. Seguro vem da juventude partidária, parece ser um político de profissão, parece análogo ao Sr. Passos Coelho, sem nada que o recomende. E o Sr. Costa parece ter sido um bom presidente da Câmara, sabe falar na Quadratura do Circulo, parece encarnar a “mudança” que sentimos precisar.
Dir-se-ia que o marketing apostou no Sr. Costa, estaria a vender-nos a almejada “mudança”. Sinto mais confiança nele, parece uma pessoa séria e competente –o marketing costuma funcionar, Antonio Costa é o escolhido pela oligarquia, muito provavelmente!

Mas há um único ponto que deve ser o nosso critério para escolher políticos ou partidos— se concordam, ou não, com o artigo 123 do Tratado de Lisboa! Ora, curiosamente, hoje, o Sr. Seguro, na entrevista ao “Público”, sem referir expressamente o dito artigo 123, fala do assunto (e espero que o leitor entenda “politiquês”, o português dos políticos) —“O que eu não aceito é que o meu país pague taxas de juro superiores aos bancos comerciais pelo mesmo dinheiro que os bancos comerciais vão buscar ao BCE a menos de 1%. Isto é que é inaceitável.”
Acontece que mais nenhum político se atreveu, desde que Jose Sócrates fez a festa do Tratado de Lisboa, a pô-lo em causa, neste caso ao seu famigerado artigo 123, que proíbe, expressamente, que os países se financiem no BCE e dá esse privilegio aos bancos privados.

Simpatizo mais com o Costa mas sou pelo Seguro! É a escolha racional.
Mais racional seria dizer que tanto faz! Que António José Seguro, na improvável circunstância de chegar a primeiro-ministro, se esqueceria, “seguramente”, de ter dito tal frase, “seguramente” um erro dos jornalistas de o “Público”.
Mas não vai ganhar! Os escolhidos não dizem tais verdades, nem por engano.

sábado, 2 de Agosto de 2014

Mesmo no centro da arena, no fim do espectáculo, de braços abertos, o palhaço rodara sobre si mesmo a grande velocidade. Porque queria ver todos a quem tocara de uma dúzia de maneiras; queria ver os outros a quem criara uma visão. Ver, ao mesmo tempo, todos os confrontos com todas as ilusões que a vida tem para dar a cada um. Ver que se entretinham, em vez de se abismarem com o absurdo de tudo.
Rodou, tropeçou nos seus sapatos enormes, e caiu de borco, com a cara no chão de terra. Via, agora— e sentia na boca! — o pó da terra, como acaba o entretenimento da vida.
Os aplausos misturavam as pessoas, que o tinham sentido de uma dúzia de maneiras, numa massa uniforme e ruidosa. A queda acidental fora interpretada como o final do acto e os aplausos eram sinceros.
Retratara todas as paixões com que a vida nos entretém. Começara com o encanto de ser gente, o corpo, o prazer de funcionar bem com ele, as maneiras. Saltou para o prazer de ter coisas, de amealhar, de ter, até, outras pessoas, o entretenimento que é procurar a segurança. Daí para o prazer de conversar, de estar informado, de ler o jornal…
Havia pessoas que se sentiam mais retratadas que outras, em cada cena que ele fazia.
Passou para os que se entretinham com a sua casa, que a decoravam, até com genealogias. Depois os que criavam, pintavam, educavam filhos. E logo os que se alienavam no trabalho, nas suas rotinas, seus esforços, suas canseiras.
Só por não sentir e ter sentido tudo isso o podia mimar tão bem, mostrar que se entretinham na vida como ali, no circo, para não ver o que ele via agora, de tão perto: o pó que está no fim de tudo.
(Dizem que o sentido da vida é a própria vida, mas é o mesmo que se nada dissessem).
Mostrou-lhes o relacionamento, a paixão do outro. E o sexo, e a paixão do poder. Mostrou-lhes os que faziam filosofia para se entreterem, ou procuravam Deus. E os que faziam uma carreira, se distraíam gastando o tempo a ganhar as honrarias por vir.
Mostrou-lhes os que se gastavam nos amigos, até no amor à humanidade. E, por fim, mesmo antes de cair, fora sublime porque mimara o secreto, o fundo da alma, os medos escondidos que se não podem mostrar, a bondade mesmo, a que se esconde –mas que também entretém, também serve para esconder o pó.
Nada disso, que é a vida, o palhaço levava a sério, de tudo fazia pouco, como se houvesse outra coisa, que fosse séria, que fosse a vida.
E caiu no pó da arena, indiferente aos aplausos. Já conhecera tudo e nada o movia. Caiu cansado, cansado de entender que não entendia.
Actuara porque era palhaço, como as formigas carregam provisões porque são formigas. Não, não era uma cigarra, era um palhaço.
Enquanto a boca saboreava a terra e os aplausos se apagavam devagar, levantou-se para outras terras, onde enfim percebesse o sentido das coisas, que dizem ser simples. Deixou ficar o palhaço no chão, e as pessoas, intrigadas, não deixaram de sair, os seus entretenimentos não lhes davam tempo para ficar.

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Associação Amar Santo Tirso (AST)

A, ainda jovem—fez quatro anos recentemente—, Associação Amar Santo Tirso (AST), elegeu, ontem, de acordo com os seus estatutos, os responsáveis pelos seus “órgãos sociais” para os próximos quatro anos. Trata-se de uma Associação Cívica apartidária que procura criar, nas palavras do nosso Presidente, o qual se mantém, uma “massa critica” que ajude o Concelho a melhorar. Foi assim que, na Assembleia Geral de ontem, a nova direção se comprometeu a executar um repetido desejo da maioria, que foi considerado essencial para este novo período associativo—o de acolher novos sócios, simplificando a “burocracia” da sua entrada.
Os sócios fundadores são pessoas diversas, com diversas formas de ver as coisas, e é esse o principal trunfo com que contamos para o desiderato, sabendo que “da discussão nasce a Luz”!
Estão previstos debates, nos quais quemquer poderá participar, os quais seguramente trarão pontos de vista novos e poderão ajudar a vida da terra.
Pela minha parte, centrei sempre as intervenções que fiz no objectivo de democratizar Santo Tirso. É que, embora sejamos, formalmente, cidadãos de uma “democracia europeia”, ainda não ganhámos o hábito de participar nas decisões que a todos concernem, de exigir, por exemplo, a definição, participada e discutida, dos critérios usados para as tomar, ou a transparência das contas públicas e a sua publicação—parece-me mesmo que, em certos aspectos, a cultura do antigo regime (até mesmo o medo do poder, que havia) ainda não foi superada. Ora, a Associação tem aqui um papel muito claro, pode ajudar a diminuir o “deficit democrático” tirsense, o qual, aliás, também existe no país e no mundo!
O antigo quartel dos Bombeiros Voluntarios de Santo Tirso, onde tem funcionado, provisoriamente, a AST, por amabilidade desta Corporação

Desejo felicidades à AST e à sua nova direção.

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Uma luz acesa

Uma luz acesa
O farol da fortaleza do Bugio, na foz do Tejo

Araras azuis