quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

YES Scotland!

O individuo, a família e a nação são reais. As ideologias não. Os atrasados mentais que “pensam” que se pode prejudicar alguém para bem do individuo, da família ou da nação, não passam disso, de atrasados mentais, como os racistas.
Um individuo pode passar a vida preso, uma família pode viver escravizada (por  dividas, por ex.), uma nação pode perder a soberania durante séculos que as realidades que são não morrem.
Hoje é o ultimo dia de campanha na Escócia, os escoceses terão que escolher entre continuar no Reino Unido ou recuperar a independência.
Desejo-lhes coragem! Sim, a independência vale os sacrifícios, que os não são, porque a vida sem independência a não é.

São tempos de mudança, no mundo, é tempo de acabar com a abusiva ligação da nação à direita política. Quando os nazis mataram os alemães que eram judeus não foram nacionalistas, foram criminosos. O internacionalismo constrói-se em liberdade, assim como só podemos ser indivíduos interdependentes se, antes (e simultaneamente!) formos independentes. Se um individuo não quiser ter nação, esse é um direito dele. Não precisamos de ideologias mas não neguemos os afectos.

É com afecto que desejo aos escoceses coragem, neste momento histórico. Coragem pelos povos do mundo, também, que neles têm os olhos.
mais algumas fotografias

Dia das eleicoes, 18 Set.: Apesar das feias chantagens dos politicos, ameacando com perderem o uso da Libra ou terem que concorrer, de novo, a Uniao Europeia, no terreno, o dia de hoje, as eleicoes, foram uma licao de civismo

sábado, 13 de Setembro de 2014

Marcha cidadã contra as alterações climáticas


21/Setembro/2014 13:00 horas 

Largo do Toural, 4810 Guimarães, Portugal
Guimarães, Distrito de Braga

Neste momento estão previstos 2570 eventos, em todo o mundo, ao mesmo tempo, a 21 de Setembro, o equinocio do Outono.   Há varios no Sul de Portugal mas, no Norte, apenas esta  concentração em Guimarães.

Estamos em vésperas de uma Cimeira da ONU sobre o assunto e é preciso mostrar-lhes que as pessoas  exigem medidas eficazes.
O risco de o gelo que cobre as tundras, no Ártico, derreter e libertar para a atmosfera o metano que retém é crescente, esse perigo é iminente. Com o metano o efeito de estufa multiplica-se, em relação ao que o CO2 está a fazer.
As companhias de petróleo, a quem tais medidas não interessam, controlam a informação, melhor, fazem a sua propaganda com muita eficácia. Consiste ela em transformar uma certeza, comprovada por uma comissão da ONU com 600 cientistas, há uns anos, numa “hipótese”, a "hipótese de vir a haver alterações climáticas, no futuro". Funciona, a propaganda, como sempre!

Que nos convençam de que temos que pagar juros pelas notas que fabricam, apenas nos empobrece, até à miséria, a prazo. Convencerem-nos de que não há efeito de estufa, mata-nos, a prazo!
Convencerem-nos de que o prazo é muito longo, jogarem no egoísmo que esquece as gerações futuras, é crime e mentira — porque as alterações climáticas já são visíveis e aumentam sem que tenhamos qualquer controle.



terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Já é amanhã, pelo relógio.
Faz sentido estar grato pelo dia, faz sentido perdoar-me e a quem comigo hoje esteve, fizemos o que sabíamos, aprendemos, ensinámos, fomos.
E não faz sentido lamentar o que não foi.

Não estou triste ou contente. Senti tristeza e contentamento, não sou o que sinto, ninguém é. Se nos não identificarmos com o que sentimos, até sentimos melhor.
A vida é um milagre cada dia, sinto pena de quem o não vê e da minha distração –mas não estou com pena, não tenho pena, sinto-a, sem a trazer comigo.

E amanhã vou ver tudo, sentir tudo o que vier, com mais atenção – os milagres despertam-na – mas não vou ficar triste, ou contente, ou quaisquer das emoções que sentir. Se ficar não vou. Sinto pena de quem fica mas não fico com pena.

E, com isto, não quis dizer que tenho pressa. Que a senti, quiçá, pois são poucos os dias que as Parcas nos dão.

domingo, 31 de Agosto de 2014

Presos


Quando vejo a expressão de dignidade do cão preso penso que é a minha dignidade quem me pede que o solte. Envergonho-me de prender.
Ora isso, esse valor “Liberdade”, há de variar de importância—sendo sempre um valor—de pessoa para pessoa, de cultura para cultura.
Diz-se que “El-Rei D. Diniz fez tudo quanto quis”. Que dizer da sua mulher, aquela menina que veio de Aragão, terra de hereges e de trovadores, cujo coração o Rei gostaria de conquistar?  Ela deu abrigo a perseguidos, criou o herético culto do Espírito Santo dentro da Igreja portuguesa e, todos os anos, a seu pedido, o Rei sentava-se à mesa com o povo, no dia da festa, com toda a corte, e soltava todos os presos.
A relação entre o número de presos e o grau de desigualdade de rendimentos.
Estatísticas não são leis, nem há “leis”, mesmo, em Sociologia. Mas, são tantos os males que a desigualdade traz que chega para saber qual o propósito da política. Porém, veja-se a Grécia, no gráfico!
Dizia Fernando Pessoa que não será por acaso que Lisboa está quase à mesma latitude de Atenas…
Tenho por crença do temperamento que as pessoas que têm preguiça de pensar só respeitam o poder. Pouco lhes interessa a liberdade dos outros, ou a sua mesma. E, confesso, tenho que me esforçar para as respeitar, como penso dever.
Procurei o cão, esta manhã, dentro do cercado que lhe fiz, chamei-o, e ele apareceu, do lado de fora da rede. Fez várias tentativas e saltou-a, para o lado de dentro, para me dar os bons-dias. Esse, confesso, respeito sem esforço.
Deixo aqui uma conferencia de Prem Rawat, numa prisao, creio que americana, o que interessa esta dentro de nos.

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Uma luz acesa

Uma luz acesa
O farol da fortaleza do Bugio, na foz do Tejo

Araras azuis